26/08/2016
Ao vivo: Senado retoma julgamento de Dilma por crime de responsabilidade
O segundo dia será dedicado a ouvir as seis testemunhas arroladas pela defesa.

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, reabriu a sessão de julgamento de Dilma Rousseff. Nesta fase, serão ouvidas as seis testemunhas da defesa. A primeira a depor deve ser o economista Luiz Gonzaga Belluzzo.

Além de Belluzzo, também serão interrogados hoje o professor de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Geraldo Prado, o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, a ex-secretária de Orçamento Federal do governo Esther Dweck, o ex-secretário executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa e, por fim, o professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Lodi Ribeiro.

Acusação

Hoje, senadores favoráveis ao impeachmentvão tentar impugnar as testemunhas da defesa usando os mesmos argumentos do advogado José Eduardo Cardozo. Ontem, após um pedido de impugnação do depoimento de Oliveira, o ministro Ricardo Lewandowski decidiu ouví-lo apenas como informante e não mais como testemunha. O procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas, Júlio Marcelo de Oliveira, saiu da condição de testemunha após ter admitido que usou uma rede social para se manifestar a favor da reprovação das contas da petista. A estratégia da acusação, portanto, é apresentar questões com os mesmos argumentos para tentar que alguns nomes da defesa sejam rejeitados.

No caso de Belluzzo, senadores favoráveis ao impeachment têm menos expectativa de que a questão seja acatada por Lewandowski. O economista foi o autor de um manifesto encaminhado ao STF pedindo o arquivamento do processo contra Dilma. Mas, como é pessoa física, sem ligação com órgãos públicos, a situação de Belluzzo é diferente do procurador ligado ao MP.  O mesmo ocorre em relação ao advogado Ricardo Lodi, amparado pelo código da Ordem dos Advogados do Brasil.

A maior aposta dos aliados de Temer será no pedido direcionado a Esther Dweck que, segundo o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), está vinculada ao gabinete da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). "Ela não tem a menor condição de depor. É servidora do gabinete e está sob total subordinação à senadora", afirmou.





 

Fonte: Redação